Pois é

7 09 2009

Às vezes, um pouco. E só.

Porque hoje os pensamentos estão todos bagunçados.

E porque a ideia que veio já se foi…

Mas poucas palavras também tem seu valor.

amor_preso_by_mariadesconhecida

Pois é pra quê?

O automóvel corre a lembrança morre

O suor escorre e molha a calçada

A verdade na rua a verdade no povo

A mulher toda nua mas nada de novo

A revolta latente que ninguém vê

E nem sabe se sente pois é pre que

O imposto a conta o bazar barato

O relógio aponta o momento exato

Da morte incerta a gravata enforca

O sapato aperta o país exporta

E na minha porta ninguém quer ver

Uma sombra morta pois é pra que

Que rapaz é esse que estranho canto

Seu rosto é santo seu canto é tudo

Saiu do nada da dor fingida

Desceu a estrada subiu na vida

A menina aflita ele não quer ver

A guitarra excita pois é pra que

A fome a doença o esporte a gincana

A praia compensa o trabalho a semana

O chopp o cinema o amor que atenua

Um tiro no peito o sangue na rua

A fome a doença não sei mais porque

Que noite que lua meu bem pra que

O patrão sustenta o café o almoço

O jornal comenta o rapaz tão moço

O calor aumenta a família cresce

O cientista inventa uma flor que parece

A razão mais segura pra ninguém saber

De outra flor que tortura

No fim do mundo tem um tesouro

Quem foi primeiro carrega o ouro

A vida passa no meu cigarro

Quem tem mais pressa que arranje um carro

Pra andar ligeiro sem ter porque

Sem ter pra onde pois é pra que

Pois é pra quê?
O automóvel corre a lembrança morre
O suor escorre e molha a calçada
A verdade na rua a verdade no povo
A mulher toda nua mas nada de novo
A revolta latente que ninguém vê
E nem sabe se sente pois é pre que
O imposto a conta o bazar barato
O relógio aponta o momento exato
Da morte incerta a gravata enforca
O sapato aperta o país exporta
E na minha porta ninguém quer ver
Uma sombra morta pois é pra que
Que rapaz é esse que estranho canto
Seu rosto é santo seu canto é tudo
Saiu do nada da dor fingida
Desceu a estrada subiu na vida
A menina aflita ele não quer ver
A guitarra excita pois é pra que
A fome a doença o esporte a gincana
A praia compensa o trabalho a semana
O chopp o cinema o amor que atenua
Um tiro no peito o sangue na rua
A fome a doença não sei mais porque
Que noite que lua meu bem pra que
O patrão sustenta o café o almoço
O jornal comenta o rapaz tão moço
O calor aumenta a família cresce
O cientista inventa uma flor que parece
A razão mais segura pra ninguém saber
De outra flor que tortura
No fim do mundo tem um tesouro
Quem foi primeiro carrega o ouro
A vida passa no meu cigarro
Quem tem mais pressa que arranje um carro
Pra andar ligeiro sem ter porque
Sem ter pra onde pois é pra que

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